Palavras contam histórias A construção do sentido II Ao definir o ato de ler como algo além da decodificação de palavras, a minha intenção foi resgatar o poder do leitor na construção do sentido do texto. A leitura ativa vivências, valores, espaços; o sentido representa a história de vida do indivíduo. Daí decorre a pluralidade de leituras de um mesmo texto. Essas possibilidades estão previstas nas entrelinhas do texto. Escrevemos porque desejamos ser lidos e marcar nosso lugar no mundo; e lemos porque somos obrigados ou por prazer ou para informação. De uma forma ou de outra, ler faz parte da nossa ancestralidade. No conto O céu azul, tanto leitores de outros países, como do Brasil, da região Sudeste, do Rio de Janeiro, da Zona Sul, da Periferia, da Comunidade, terão leituras diferentes, de acordo com suas vivencias. Porém, todos entenderão a questão da ca...
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Mostrando postagens de 2021
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Sônia Chaves Costa
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Conto O céu azul - a construção do sentido Ler vai além da decodificação das palavras. Só podemos considerar que o texto foi lido quando o leitor interage com o mesmo, há uma troca de ideias entre o autor e seu interlocutor. Através das palavras escolhidas, dos personagens, do espaço, das ações, do enredo, tudo faz parte do percurso para o entendimento do texto. No caso do conto O céu azul, sobre a professora Cristina e seu aluno Gabriel, narrativa ambientada na cidade do Rio de Janeiro, especificamente numa comunidade carente e dominada pelo tráfico de drogas, a escolha do título não foi aleatória, serviu para contrastar com o final trágico. Esse contraste percorre todo o texto da narrativa, representando um conflito a ser resolvido pelo leitor. Nessa busca de chegar à descoberta do conflito, vai trazendo elementos de composição da rot...
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Sônia Chaves Costa
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O céu azul Era um dia ensolarado, nenhuma nuvem, o céu estava azulzinho. Cristina acordou cedo, tomou café e foi para mais um dia de aula no Rio de Janeiro. Ao longo do caminho, pensava em como tornar o conteúdo mais interessante e assim facilitar a aprendizagem. Seus alunos viviam dispersos. A professora, irritada. Toda hora interrompia o andamento da aula e conversava - se é que podemos falar em conversa - com os alunos, os quais ficavam ainda mais dispersos - sim, e felizes porque conseguiram abalar a mestra. E assim seguia mais um dia de trabalho. Ao término da aula, saindo da escola, tropeçou numa calçada com obstáculos e caiu. Logo apareceu um aluno, o Gabriel, que a ajudou a se levantar. Agradecida e elogiando a sua atitude, percebeu um olhar triste no estudante, como nunca vira antes, pois ele era um menino sorridente, alegre. Gabriel apresentava dificuldades na realização das atividades escolares, mas era um ótimo contador de histórias, apesar de não sa...
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Sônia Chaves Costa
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O retorno II: agora um blog sob outra perspectiva Olá pessoal, tudo bem? Estou retomando mais uma vez a escrita diária do meu blog. Essas pausas ocorreram devido a problemas pessoais, período de pandemia, ainda em curso, e inquietações despertadas até mesmo por causa da pandemia sobre como utilizar essa ferramenta para conversar com um público de professores e comunidade em geral. Escrever me faz muito bem, conversar com vocês sempre é um prazer inenarrável. Aliás, espero que estejam atravessando bem por esse período, na medida do possível. Quem estava acompanhando as postagens anteriores vai perceber alteração não só do título blog mas também conteúdo . A proposta agora é focar mais na leitura, escrita e narrativas, daí o nome "o brilho do texto". Essa mudança se justifica pela demanda observada na sociedade contemporânea com o acesso da tecnologia da informação. Como formar bons leitores diante do aparato digital que está interferindo na formação de novos leitores? Indep...