sábado, 25 de agosto de 2018

Tudo passa pela emoção

Pelo que temos visto até aqui sobre o cérebro, percebemos a importância da emoção na aprendizagem no sentido de memorizar algo. Não, não é a simples memorização,é a retenção dos conhecimentos que achamos relevantes.

E, para tanto, tem que tocar nosso interesse, chamar nossa atenção... Sensibilidade é a palavra-chave no processo de ensino-aprendizagem.

Lendo o livro de Maria Teresa Esteban, "O que sabe quem erra", selecionei um tema que vou trazer para a nossa reflexão: mais importante do que classificar os erros e acertos dos alunos, faz-se necessário compreender  a avaliação do processo de aprendizagem que permite diferentes caminhos, atalhos e desvios para construir o conhecimento, os quais podem levar a novos rumos de acordo com os fluxos de pensamentos, sentimentos e as conexões realizadas.

Pensemos nisso.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O cérebro e suas relações
Fatores para maximizar o cérebro:

- Atividade física
- Aprendizados novos (descobertas ativam curiosidade, desafio e imaginação)
- Complexidade coerente (ambiente tranquilo, alegre, sem caos, tédios e conflitos)
- Níveis de estresse sob controle (escola com excesso de barulho, iluminação fraca, por exemplo)
- Suporte social (o convívio com outras pessoas)
- Boa alimentação
- Disponibilidade de tempo.

O professor

Deve questionar: qual a melhor forma de apresentar isso aos alunos, de modo que eles reconheçam como significante.
- Terá mais chance de ser significante aquilo que tenha ligações com o que já é conhecido.
- É bom que os alunos assumam um papel ativo, que não sejam meros expectadores.
- Outra questão é a manutenção por um tempo prolongado da atenção, a tendência é que o foco seja desviado. Portanto, exposições muito extensas dificilmente serão capazes de manter a atenção.

O adolescente

- O papel dos pais é o da mediação. Gerenciar os riscos, manter envolvimento na vida deles.
- A tendência natural do cérebro adolescente é explorar, arriscar-se e socializar.
- Os pais devem oferecer alternativas mais seguras para que seus filhos possam se arriscar de maneira
mais segura: esportes, acampamento, trilha, uso de capacetes, equipamento de segurança para andar de skate.
- O adolescente deve ser orientado neste período com foco, amor e envolvimento.

A criança


- Hoje se fala muito em hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, mas depressão e ansiedade atingem um número até três vezes maior de crianças, com sintomas muito mais complicados. 
- A criança muitas vezes está agitada na sala porque o pai vai buscá-la no fim da aula e fica desatenta. - Ela não é hiperativa, tem um quadro de ansiedade. 
- Um bom terapeuta tem que saber identificar isso - exemplifica Fábio Barbirato, que explica aos pais sobre desenvolvimento normal, o que esperar de uma criança de 5 anos à luz da neurociência.
- Se os pais esperam que a criança arrume o quarto e faça letra cursiva com certa idade, estão errados. - Ela não tem capacidade neurocientífica pra isso.
- Uma região do cérebro precisa estar desenvolvida pra isso e ainda não está. Ao fazer isso, os pais podem desencadear um estresse no hipocampo e um quadro de ansiedade.

Leia:https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/neurocienciada-respaldo-as-psicoterapias-usadas-para-solucao-rapida-de-transtornos

A atenção

- O cérebro está permanentemente preparado para aprender os estímulos significantes e aprender as
lições que possam decorrer.
- Porém, só está disposto a fazê-lo para aquilo que reconheça como significante.
- Para tanto, no caso da escola, a maneira de capturar a atenção é apresentar o conteúdo a ser estudado de maneira que se reconheça como importante.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resenha palestra do professor 


Alexandre Rezende (PUC-Campinas)



De acordo com o professor Alexandre Rezende, apesar da necessidade constante nesse século de se pensar como funciona o cérebro na aprendizagem do aluno, desde das décadas de 70 e 80, já se pensava em trazer para a sala de aula essa temática. A neurociência como uma forma de melhorar o rendimento dos estudantes. 

Questionando sobre se o aluno sabe estudar, o professor abordou que, inserida na grande área da Neuroeducação, três ramos fariam parte desse processo, quais sejam: a neurociência, a psicologia e a pedagogia.

Ele acrescentou outro ramo nesse processo, a Educação Física. O palestrante asseverou que exercícios físicos (caminhar, correr, mexer o corpo) melhora a capacidade cognitiva. Outro fator importante, segundo ele, é a Nutrição, principalmente por causa da glicose, pois algumas dietas estimulariam a neuroplasticidade/organização dos neurônios.

O sistema límbico – controla as emoções e as funçoes do aprendizado e da memória

A amígdala são grupos de neurônios com a aparência de uma ameixa participantes dos dois hemisférios. É importante centro regulador do comportamento sexual e da agressividade.

O hipocampo: memória de curto prazo, não é consolidado.

O lobo frontal: importante para a memória de trabalho.

A emoção mobiliza a atenção e a percepção. É um sinalizador interno de que algo importante está acontecendo. 

O fenômeno emocional tem raízes biológicas e foi mantido na evolução exatamente por seu valor para a sobrevivência das espécies e dos indivíduos. 

Um fator importante a ser considerado é que o córtex pré-frontal é lento em seu desenvolvimento e até a adolescência não está maduro, inclusive na sua capacidade de inibir impulsos. 

As emoções controlam os processos motivacionais, no momento que experimentamos uma carga emocional, ficamos mais vigilantes e que nossa atenção está voltada para os detalhes considerados importantes. 

Contudo, é preciso lembrar que as emoções podem ser prejudiciais por outro lado, pois a ansiedade e estresse os hormônios glicocorticoides secretados pela suprarrenal atuam nos neurônios do hipocampo, chegando a destruí-los. 

Portanto, o ambiente escolar precisa ser planejando de forma a mobilizar as emoções positivas: estimulante, alegre, relaxamento e que minimize a ansiedade.

Projeto “Apoio Psicopedagógico”

Psicopedagoga: Sônia Chaves Costa

Tema:
Dificuldades de aprendizagem: quais são as causas?

Título:
Apoio psicopedagógico e mediação escolar: uma solução para o fracasso escolar.

Problema: Pode o aluno não ser diagnosticado com problemas neurológicos, mas no cotidiano da sala de aula não conseguir acompanhar os conteúdos apresentados pelo professor, resultando num processo de fracasso escolar?

Justificativa: Definindo-se como um campo complexo, a escola é um espaço de aprendizagem da educação formal. O apoio psicopedagógico irá atuar como uma ponte que permite um trabalho multidisciplinar de toda a equipe envolvida na educação e seus problemas de aprendizagem, incluindo fonoaudiólogo, médico, psicólogo, professores, a família, a fim de possibilitar a superação dos obstáculos que contribuem para a dificuldade de aprendizagem.

Objetivo geral: Este trabalho tem o objetivo de trazer à consideração a característica de mediador do psicopedagogo para tratar da aprendizagem.

Objetivos Específicos:
* Descrever as características observadas do aluno que apresenta a dificuldade de aprendizagem.
* Analisar as queixas e dificuldades observadas
* Diagnosticar possíveis causas da dificuldade de aprendizagem, incluindo as características oriundas de diversos setores, pertença ao grupo social e representações sociais do ambiente do aluno: escolar, familiar e comunidade externa.
Hipótese: Os saberes socialmente construídos pelos alunos na sua vida cotidiana influenciarão a aprendizagem mais significativa dos conteúdos apresentados  nas instituições de ensino.

Delimitação: Apoio psicopedagógico aos alunos das escolas das redes privada e pública do Méier e adjacências.
Procedimento Metodológico: A metodologia será orientada pela anamnese. Busca-se analisar o motivo da consulta, a constituição da família, a relação pessoal do aluno com os seus familiares e amigos, sua rotina, o histórico do seu comportamento em diversos ambientes bem como a abordagem do conteúdo ensinado na escola, em seus aspectos formais e a recepção pelos alunos tanto no sentido do valor para a sua aprendizagem como para a relação com a comunidade na qual está inserido.

Recursos: atendimento em consultório, com material próprio e tempo de duração da consulta 30 minutos.

Para análise, serão utilizados como apoio os livros de alguns teóricos sobre o assunto, dentre outros, tais como:
1- O mal-estar na escola, de José Outeiral.
2- Neurociência e Educação, de Ramon M. Cosenza e Leonor B. Guerra
3- Atenção e hiperatividade: o que é e como ajudar, de Luís Augusto P. Rhode e Edyleine B. P. Benczik.
4- Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar, de Maria Lúcia L. Weiss
5- Problemas de aprendizagem, de Elisabete da Assunção José e Maria Teresa Coelho.
6- A aprendizagem na educação de crianças e adolescentes, de Luiza Elena Leite Ribeiro do Valle.
7- Inteligência Emocional, de Daniel Goleman.
8- Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências, de Celso Antunes
9- Avaliação Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
10- Avaliação Psicopedagógica da criança de 7 a 11 anos, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
11- Avaliação Psicopedagógica do adolescente, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
12- Desenvolvimento Psicológico e Educação, de César Coll, Jesús Palacios e Alvaro Marchesi.
13- Leitura, Escrita e Dislexia: uma análise cognitiva, de Andrew W. Ellis.




Minissérie "Entre páginas e passos de dança.

Episódio 4: Eles ainda estavam juntos ... mas já não estavam no mesmo lugar.               Marinalda percebe que construiu uma vida inteira ...