Crônicas dedicadas a observar o agora - memórias, universo feminino, tecnologia, afetos e inquietações - e canecas personalizadas para os amantes da arte literária.
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
Tudo passa pela emoção
Pelo que temos visto até aqui sobre o cérebro, percebemos a importância da emoção na aprendizagem no sentido de memorizar algo. Não, não é a simples memorização,é a retenção dos conhecimentos que achamos relevantes.
E, para tanto, tem que tocar nosso interesse, chamar nossa atenção... Sensibilidade é a palavra-chave no processo de ensino-aprendizagem.
Lendo o livro de Maria Teresa Esteban, "O que sabe quem erra", selecionei um tema que vou trazer para a nossa reflexão: mais importante do que classificar os erros e acertos dos alunos, faz-se necessário compreender a avaliação do processo de aprendizagem que permite diferentes caminhos, atalhos e desvios para construir o conhecimento, os quais podem levar a novos rumos de acordo com os fluxos de pensamentos, sentimentos e as conexões realizadas.
Pensemos nisso.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Fatores para maximizar o cérebro:
- Atividade física
- Aprendizados novos (descobertas ativam curiosidade, desafio e imaginação)
- Complexidade coerente (ambiente tranquilo, alegre, sem caos, tédios e conflitos)
- Níveis de estresse sob controle (escola com excesso de barulho, iluminação fraca, por exemplo)
- Suporte social (o convívio com outras pessoas)
- Boa alimentação
- Disponibilidade de tempo.
O professor
Deve questionar: qual a melhor forma de apresentar isso aos alunos, de modo que eles reconheçam como significante.
- Terá mais chance de ser significante aquilo que tenha ligações com o que já é conhecido.
- É bom que os alunos assumam um papel ativo, que não sejam meros expectadores.
- Outra questão é a manutenção por um tempo prolongado da atenção, a tendência é que o foco seja desviado. Portanto, exposições muito extensas dificilmente serão capazes de manter a atenção.
O adolescente
- O papel dos pais é o da mediação. Gerenciar os riscos, manter envolvimento na vida deles.
- A tendência natural do cérebro adolescente é explorar, arriscar-se e socializar.
- Os pais devem oferecer alternativas mais seguras para que seus filhos possam se arriscar de maneira
mais segura: esportes, acampamento, trilha, uso de capacetes, equipamento de segurança para andar de skate.
- O adolescente deve ser orientado neste período com foco, amor e envolvimento.
A criança
Leia:https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/neurocienciada-respaldo-as-psicoterapias-usadas-para-solucao-rapida-de-transtornos
A atenção
- O cérebro está permanentemente preparado para aprender os estímulos significantes e aprender as
lições que possam decorrer.
- Porém, só está disposto a fazê-lo para aquilo que reconheça como significante.
- Para tanto, no caso da escola, a maneira de capturar a atenção é apresentar o conteúdo a ser estudado de maneira que se reconheça como importante.
- Atividade física
- Aprendizados novos (descobertas ativam curiosidade, desafio e imaginação)
- Complexidade coerente (ambiente tranquilo, alegre, sem caos, tédios e conflitos)
- Níveis de estresse sob controle (escola com excesso de barulho, iluminação fraca, por exemplo)
- Suporte social (o convívio com outras pessoas)
- Boa alimentação
- Disponibilidade de tempo.
O professor
Deve questionar: qual a melhor forma de apresentar isso aos alunos, de modo que eles reconheçam como significante.
- Terá mais chance de ser significante aquilo que tenha ligações com o que já é conhecido.
- É bom que os alunos assumam um papel ativo, que não sejam meros expectadores.
- Outra questão é a manutenção por um tempo prolongado da atenção, a tendência é que o foco seja desviado. Portanto, exposições muito extensas dificilmente serão capazes de manter a atenção.
O adolescente
- O papel dos pais é o da mediação. Gerenciar os riscos, manter envolvimento na vida deles.
- A tendência natural do cérebro adolescente é explorar, arriscar-se e socializar.
- Os pais devem oferecer alternativas mais seguras para que seus filhos possam se arriscar de maneira
mais segura: esportes, acampamento, trilha, uso de capacetes, equipamento de segurança para andar de skate.
- O adolescente deve ser orientado neste período com foco, amor e envolvimento.
A criança
- Hoje se fala muito em hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, mas depressão e ansiedade atingem um número até três vezes maior de crianças, com sintomas muito mais complicados.
- A criança muitas vezes está agitada na sala porque o pai vai buscá-la no fim da aula e fica desatenta. - Ela não é hiperativa, tem um quadro de ansiedade.
- Um bom terapeuta tem que saber identificar isso - exemplifica Fábio Barbirato, que explica aos pais sobre desenvolvimento normal, o que esperar de uma criança de 5 anos à luz da neurociência.
- Se os pais esperam que a criança arrume o quarto e faça letra cursiva com certa idade, estão errados. - Ela não tem capacidade neurocientífica pra isso.
- Uma região do cérebro precisa estar desenvolvida pra isso e ainda não está. Ao fazer isso, os pais podem desencadear um estresse no hipocampo e um quadro de ansiedade.
A atenção
- O cérebro está permanentemente preparado para aprender os estímulos significantes e aprender as
lições que possam decorrer.
- Porém, só está disposto a fazê-lo para aquilo que reconheça como significante.
- Para tanto, no caso da escola, a maneira de capturar a atenção é apresentar o conteúdo a ser estudado de maneira que se reconheça como importante.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Resenha palestra do professor
Alexandre Rezende (PUC-Campinas)
De acordo com o professor Alexandre Rezende, apesar da necessidade constante nesse século de se pensar como funciona o cérebro na aprendizagem do aluno, desde das décadas de 70 e 80, já se pensava em trazer para a sala de aula essa temática. A neurociência como uma forma de melhorar o rendimento dos estudantes.
Questionando sobre se o aluno sabe estudar, o professor abordou que, inserida na grande área da Neuroeducação, três ramos fariam parte desse processo, quais sejam: a neurociência, a psicologia e a pedagogia.
Ele acrescentou outro ramo nesse processo, a Educação Física. O palestrante asseverou que exercícios físicos (caminhar, correr, mexer o corpo) melhora a capacidade cognitiva. Outro fator importante, segundo ele, é a Nutrição, principalmente por causa da glicose, pois algumas dietas estimulariam a neuroplasticidade/organização dos neurônios.
O hipocampo: memória de curto prazo, não é consolidado.
O lobo frontal: importante para a memória de trabalho.
A emoção mobiliza a atenção e a percepção. É um sinalizador interno de que algo importante está acontecendo.
O fenômeno emocional tem raízes biológicas e foi mantido na evolução exatamente por seu valor para a sobrevivência das espécies e dos indivíduos.
Um fator importante a ser considerado é que o córtex pré-frontal é lento em seu desenvolvimento e até a adolescência não está maduro, inclusive na sua capacidade de inibir impulsos.
As emoções controlam os processos motivacionais, no momento que experimentamos uma carga emocional, ficamos mais vigilantes e que nossa atenção está voltada para os detalhes considerados importantes.
Contudo, é preciso lembrar que as emoções podem ser prejudiciais por outro lado, pois a ansiedade e estresse os hormônios glicocorticoides secretados pela suprarrenal atuam nos neurônios do hipocampo, chegando a destruí-los.
Portanto, o ambiente escolar precisa ser planejando de forma a mobilizar as emoções positivas: estimulante, alegre, relaxamento e que minimize a ansiedade.
Projeto “Apoio Psicopedagógico”
Psicopedagoga: Sônia Chaves Costa
Tema:
Dificuldades de aprendizagem: quais são
as causas?
Título:
Apoio psicopedagógico e mediação
escolar: uma solução para o fracasso escolar.
Problema: Pode o aluno não ser
diagnosticado com problemas neurológicos, mas no cotidiano da sala de aula não
conseguir acompanhar os conteúdos apresentados pelo professor, resultando num
processo de fracasso escolar?
Justificativa: Definindo-se como um
campo complexo, a escola é um espaço de aprendizagem da educação formal. O
apoio psicopedagógico irá atuar como uma ponte que permite um trabalho
multidisciplinar de toda a equipe envolvida na educação e seus problemas de
aprendizagem, incluindo fonoaudiólogo, médico, psicólogo, professores, a família,
a fim de possibilitar a superação dos obstáculos que contribuem para a
dificuldade de aprendizagem.
Objetivo geral: Este trabalho tem o
objetivo de trazer à consideração a característica de mediador do psicopedagogo
para tratar da aprendizagem.
Objetivos Específicos:
* Descrever as características
observadas do aluno que apresenta a dificuldade de aprendizagem.
* Analisar as queixas e dificuldades
observadas
* Diagnosticar possíveis causas da
dificuldade de aprendizagem, incluindo as características oriundas de diversos
setores, pertença ao grupo social e representações sociais do ambiente do
aluno: escolar, familiar e comunidade externa.
Hipótese: Os saberes
socialmente construídos pelos alunos na sua vida cotidiana influenciarão a
aprendizagem mais significativa dos conteúdos apresentados nas
instituições de ensino.
Delimitação: Apoio psicopedagógico
aos alunos das escolas das redes privada e pública do Méier e adjacências.
Procedimento Metodológico: A metodologia será
orientada pela anamnese. Busca-se analisar o motivo da consulta, a constituição
da família, a relação pessoal do aluno com os seus familiares e amigos, sua
rotina, o histórico do seu comportamento em diversos ambientes bem como a
abordagem do conteúdo ensinado na escola, em seus aspectos formais e a recepção
pelos alunos tanto no sentido do valor para a sua aprendizagem como para a
relação com a comunidade na qual está inserido.
Recursos: atendimento em consultório, com material próprio e tempo de duração da
consulta 30 minutos.
Para análise, serão utilizados como
apoio os livros de alguns teóricos sobre o assunto, dentre outros, tais como:
1- O
mal-estar na escola, de José Outeiral.
2- Neurociência
e Educação, de Ramon M. Cosenza e Leonor B. Guerra
3- Atenção
e hiperatividade: o que é e como ajudar, de Luís Augusto P. Rhode e
Edyleine B. P. Benczik.
4- Psicopedagogia
clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar,
de Maria Lúcia L. Weiss
5- Problemas
de aprendizagem, de Elisabete da Assunção José e Maria Teresa Coelho.
6- A
aprendizagem na educação de crianças e adolescentes, de Luiza Elena
Leite Ribeiro do Valle.
7- Inteligência
Emocional, de Daniel Goleman.
8- Jogos
para a estimulação das múltiplas inteligências, de Celso Antunes
9- Avaliação
Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos, de Vera Barros de Oliveira e
Nádia A. Bossa.
10- Avaliação Psicopedagógica da criança de 7 a 11 anos, de Vera
Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
11- Avaliação
Psicopedagógica do adolescente, de Vera Barros
de Oliveira e Nádia A. Bossa.
12- Desenvolvimento Psicológico e Educação, de César Coll, Jesús
Palacios e Alvaro Marchesi.
13- Leitura, Escrita e Dislexia: uma análise cognitiva, de
Andrew W. Ellis.
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