Palavras contam histórias
A construção do sentido II
Ao definir o ato de ler como algo além da decodificação de palavras, a minha intenção foi resgatar o poder do leitor na construção do sentido do texto.
A leitura ativa vivências, valores, espaços; o sentido representa a história de vida do indivíduo. Daí decorre a pluralidade de leituras de um mesmo texto. Essas possibilidades estão previstas nas entrelinhas do texto. Escrevemos porque desejamos ser lidos e marcar nosso lugar no mundo; e lemos porque somos obrigados ou por prazer ou para informação. De uma forma ou de outra, ler faz parte da nossa ancestralidade.
No conto O céu azul, tanto leitores de outros países, como do Brasil, da região Sudeste, do Rio de Janeiro, da Zona Sul, da Periferia, da Comunidade, terão leituras diferentes, de acordo com suas vivencias. Porém, todos entenderão a questão da carência, da violência, da educação e a escolha de algumas palavras, eis o sentimento humano ativado.
É o sentimento humano que toca o sentido de cada um, as mazelas da vida cotidiana, por isso os clássicos são lidos e relidos a todo momento, por cada geração, filmes são produzidos e demais atividades culturais.
O brilho do texto está presente quando sua luz ofusca e tira esse leitor da caixinha e ele transcende da sua realidade para um mundo de encontros e desencontros. Como a metáfora do mito da caverna de Platão, que percebe que a sombra refletida na parede da caverna nada mais é do que o reflexo de um outro mundo, o mundo real.

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