quarta-feira, 22 de junho de 2016

Reuniões escolares e Avaliação

Olá

Vou postar em breve uma análise sobre avaliação e reuniões escolares baseada nos livros de Cipriano Carlos Luckesi e Francisco Carlos Franco (vide foto acima). Esses autores fazem parte dos cursos de Pedagogia e da vida dos professores que investem em sua formação continuada.

Fica a dica de leitura, e, no próximo texto, falarei sobre esse tema.


sábado, 18 de junho de 2016

Olá, pessoas!

Voltei, após uma pausa, continuemos com as postagens do blog.

Hoje quero refletir sobre a violência nas escolas.


Escola, lugar sagrado? Professor, profissional desvalorizado e entregue à sorte? 

Vivemos numa sociedade estruturada pelo consumismo e pela desigualdade social. Diante desse fato, convivemos com diversas realidades, onde os espaços se misturam. De repente, saímos da "caixa" e nos deparamos com outra realidade, bem ao nosso lado.

Que realidade é essa? A realidade da escola que tem aula, da escola que não tem, do professor bem remunerado, do professor mal remunerado, de alunos com família estruturada, do aluno sem família estruturada... e por aí vai.

Como a escola pode ser um espaço sagrado no sentido de protegermos o conhecimento que seria despertado e construído nesse contexto quando todas as condições encaminham para diversos conflitos? E o profissional que ali está inserido, como lidar com essa situação diante do desrespeito que os próprios governantes demonstram pela sua valorização?

Essa situação tem como consequência um mal estar na sociedade onde tudo de ruim vai acontecer mesmo, dependendo do contexto, e não adiantaria cobrar politicas publicas para minorar esses problemas.

Por que deixamos acontecer algo que poderia ser evitado com um trabalho compartilhado de gestão? Gestão de conflitos, gestão administrativa e gestão financeira.

Ocupemos nossa escola, nossa sala de aula, vamos cobrar dessa sociedade respeito e que olhem para educação com seriedade, sem hipocrisia.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Continuando a falar sobre a educação .... a escala como meio de transformação.

De acordo com Libâneo, a escola caracteriza-se como unidade básica e espaço de realização dos objetivos e metas do sistema educativo. E como tal tem autonomia para confecção do seu Projeto Politico-Pedagógico, sua gestão e avaliação institucional.

Sem deixar de seguir a legislação que regulamenta o ensino, sobretudo o Fundamental, conclamo a todos a refletir sobre a cultura organizacional que sua escola está inserida.

Conforme Libâneo, a cultura da escola representa não somente as normas e regulamentações, mas também a subjetividade das pessoas, suas crenças e valores. As práticas e os comportamentos das pessoas na convivência do cotidiano influenciam o comportamento do professor na sua prática docente.

Libanêo assevera que a docência não é uma atividade meramente técnica, mas vai além disso quando compreende intelectualmente a sua prática e a transformação da mesma. Caracteriza o profissional crítico-reflexivo.

Ocupemos, então, nossos espaços na escola, almejando ser esse tipo de profissional. Assim, ocuparemos também nosso espaço político no sistema educacional brasileiro.

domingo, 29 de maio de 2016

Sobre a "audiência" do Ministro da Educação com Alexandre Frota.

Hoje me dedico a refletir o que significa o episódio muito repercutido essa semana nas redes sociais sobre a "visita" do ator Alexandre Frota ao Ministério da Educação com a finalidade de levar sua contribuição à educação que deseja para o país.

Ora, obviamente o ator como representante de seus admiradores, fãs, busca divulgar e concretizar a educação que pensam ser a melhor para a sociedade.

Apesar da repercussão ter sido causada mais pela sua trajetória na vida artística, tais como filmes pornográficos e da afirmação em programa televiso que já estuprou uma mulher, acredito que podemos aproveitar a oportunidade para exigir que se cumpra o que foi aprovado. Se a sociedade participa da confecção do Plano Nacional de Educação (PNE-Federal) através da Conferência Nacional de Educação (CONAE), vamos ocupar nosso espaço e exigir o cumprimento desse plano, idependente da troca de Ministros.

"O Plano Nacional de Educação (2014/2024) em movimento

O Plano Nacional de Educação (PNE) determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional dos próximos dez anos. O primeiro grupo são metas estruturantes para a garantia do direito a educação básica com qualidade, e que assim promovam a garantia do acesso, à universalização do ensino obrigatório, e à ampliação das oportunidades educacionais. Um segundo grupo de metas diz respeito especificamente à redução das desigualdades e à valorização da diversidade, caminhos imprescindíveis para a equidade. O terceiro bloco de metas trata da valorização dos profissionais da educação, considerada estratégica para que as metas anteriores sejam atingidas, e o quarto grupo de metas refere-se ao ensino superior.

O Ministério da Educação se mobilizou de forma articulada com os demais entes federados e instâncias representativas do setor educacional, direcionando o seu trabalho em torno do plano em um movimento inédito: referenciou seu Planejamento Estratégico Institucional e seu Plano Tático Operacional a cada meta do PNE, envolveu todas as secretarias e autarquias na definição das ações, dos responsáveis e dos recursos. A elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 também foi orientada pelo PNE."

sábado, 28 de maio de 2016

O estupro e as questões curriculares da escola.

Em tempos de discussão da cultura do estupro, sobretudo depois do ocorrido numa comunidade do Rio de Janeiro, considero ser uma boa oportunidade para a escola pensar nos temas transversais como temas centrais. O pesquisador Vitor Henrique Paro assevera que:

"Essas matérias que envolvem o uso do corpo, a criatividade, o manuseio de objetos concretos, opiniões individuais, posturas diante de valores, enfim, matérias que levam os educandos a se comportarem mais explicitamente como sujeitos, são importantes não apenas por seu valor intrínseco de componentes da cultura que precisam ser apropriados, mas também porque elas tendem a tornar mais interessantes as demais matérias, ..." (PARO, Vitor Henrique. Crítica da Estrutura da Escola, 2ª ed., São Paulo: Cortez, 2016, pág. 130)

Então no âmbito do currículo escolar poderia ser aprofundada a discussão sobre os conceitos de culpado, vítima, comportamento da mulher, do homem, etc. Na estrutura superficial dos discursos várias argumentações são postas, tais como:

- a roupa que a mulher usa

- as amizades que possui

- ter vários namorados

- isso é coisa de homem

- homem é assim mesmo

- a mulher que tem que se dar ao respeito

E por aí vai ...

Quando se entra na estrutura profunda do discurso, diversos conteúdos das falas podem representar a crença que a sociedade construiu ao longo do tempo, e que fomos incorporando desde crianças até a fase adulta, reproduzindo em nosso cotidiano.

Como romper com essas crenças, como se apropriar dessa cultura no sentido de promover uma transformação dessa crença?

Que nossa escola aproveite esse momento para trabalhar essa questão.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A cultura do estupro

Inicio o primeiro texto do meu blog falando sobre o ocorrido no último dia 24 de maio, aqui no Rio de Janeiro, zona norte, o estupro coletivo de cerca de 30 homens contra uma menina de 16 anos, 

Nossa sociedade está doente. Diante de uma situação de extrema selvageria, os "homens" ainda tiveram a coragem de expor tudo em uma rede social, como se fosse algo normal. Ou seja, a violência, de qualquer tipo, naturalizada, podendo ser divulgada como um espetáculo. 

Tal situação ainda teve comentário de internautas e compartilhamento da postagem, o que também nos deixa estarrecidos pela falta de análise da situação que estava sendo divulgada. Isto nos leva a crer que vivemos épocas de compartilhamento das nossas idéias, da divulgação científica, mas, também, de um encontro com uma realidade perversa. A publicização de um estupro pela internet.

Nesse ponto, porém, temos um paradoxo, se a internet existe para o bem e para o mal, pelo menos foi através dela que se iniciou uma campanha pela punição dos estupradores e pela solidariedade com a menina, independente de suas qualidades (drogada, viciada, bonita,...)

E a solidariedade se transformou num ato de amos quando passou-se a compartilhar o cartaz com os seguintes dizeres "Não foram 30 contra 1, foram 30 contra todas. Exigimos justiça! Esse caso não pode ficar impune. Mulheres à luta!".

A culpabilização da vítima sendo questionada e cobrando da sociedade uma resposta. Que seja transformada essa cultura, não criemos a menina para se proteger, e sim os meninos para respeitar a mulher.

Minissérie "Entre páginas e passos de dança.

Episódio 4: Eles ainda estavam juntos ... mas já não estavam no mesmo lugar.               Marinalda percebe que construiu uma vida inteira ...