Continuando a falar sobre a educação .... a escala como meio de transformação. De acordo com Libâneo, a escola caracteriza-se como unidade básica e espaço de realização dos objetivos e metas do sistema educativo. E como tal tem autonomia para confecção do seu Projeto Politico-Pedagógico, sua gestão e avaliação institucional. Sem deixar de seguir a legislação que regulamenta o ensino, sobretudo o Fundamental, conclamo a todos a refletir sobre a cultura organizacional que sua escola está inserida. Conforme Libâneo, a cultura da escola representa não somente as normas e regulamentações, mas também a subjetividade das pessoas, suas crenças e valores. As práticas e os comportamentos das pessoas na convivência do cotidiano influenciam o comportamento do professor na sua prática docente. Libanêo assevera que a docência não é uma atividade meramente técnica, mas vai além disso quando compreende intelectualmente a sua prática e a transformação da mesma. Caracteriza o profissional crític...
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Mostrando postagens de maio, 2016
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Sônia Chaves Costa
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Sobre a "audiência" do Ministro da Educação com Alexandre Frota. Hoje me dedico a refletir o que significa o episódio muito repercutido essa semana nas redes sociais sobre a "visita" do ator Alexandre Frota ao Ministério da Educação com a finalidade de levar sua contribuição à educação que deseja para o país. Ora, obviamente o ator como representante de seus admiradores, fãs, busca divulgar e concretizar a educação que pensam ser a melhor para a sociedade. Apesar da repercussão ter sido causada mais pela sua trajetória na vida artística, tais como filmes pornográficos e da afirmação em programa televiso que já estuprou uma mulher, acredito que podemos aproveitar a oportunidade para exigir que se cumpra o que foi aprovado. Se a sociedade participa da confecção do Plano Nacional de Educação (PNE-Federal) através da Conferência Nacional de Educação (CONAE), vamos ocupar nosso espaço e exigir o cumprimento desse plano, idependente da troca de Ministros. "O ...
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Sônia Chaves Costa
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O estupro e as questões curriculares da escola. Em tempos de discussão da cultura do estupro, sobretudo depois do ocorrido numa comunidade do Rio de Janeiro, considero ser uma boa oportunidade para a escola pensar nos temas transversais como temas centrais. O pesquisador Vitor Henrique Paro assevera que: "Essas matérias que envolvem o uso do corpo, a criatividade, o manuseio de objetos concretos, opiniões individuais, posturas diante de valores, enfim, matérias que levam os educandos a se comportarem mais explicitamente como sujeitos, são importantes não apenas por seu valor intrínseco de componentes da cultura que precisam ser apropriados, mas também porque elas tendem a tornar mais interessantes as demais matérias, ..." (PARO, Vitor Henrique. Crítica da Estrutura da Escola , 2ª ed., São Paulo: Cortez, 2016, pág. 130) Então no âmbito do currículo escolar poderia ser aprofundada a discussão sobre os conceitos de culpado, vítima, comportamento da mulher, do homem, etc. N...
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Sônia Chaves Costa
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A cultura do estupro Inicio o primeiro texto do meu blog falando sobre o ocorrido no último dia 24 de maio, aqui no Rio de Janeiro, zona norte, o estupro coletivo de cerca de 30 homens contra uma menina de 16 anos, Nossa sociedade está doente. Diante de uma situação de extrema selvageria, os "homens" ainda tiveram a coragem de expor tudo em uma rede social, como se fosse algo normal. Ou seja, a violência, de qualquer tipo, naturalizada, podendo ser divulgada como um espetáculo. Tal situação ainda teve comentário de internautas e compartilhamento da postagem, o que também nos deixa estarrecidos pela falta de análise da situação que estava sendo divulgada. Isto nos leva a crer que vivemos épocas de compartilhamento das nossas idéias, da divulgação científica, mas, também, de um encontro com uma realidade perversa. A publicização de um estupro pela internet. Nesse ponto, porém, temos um paradoxo, se a internet existe para o bem e para o mal, pelo menos foi atra...