A cultura do estupro
Inicio o primeiro texto do meu blog falando sobre o ocorrido no último dia 24 de maio, aqui no Rio de Janeiro, zona norte, o estupro coletivo de cerca de 30 homens contra uma menina de 16 anos,
Nossa sociedade está doente. Diante de uma situação de extrema selvageria, os "homens" ainda tiveram a coragem de expor tudo em uma rede social, como se fosse algo normal. Ou seja, a violência, de qualquer tipo, naturalizada, podendo ser divulgada como um espetáculo.
Tal situação ainda teve comentário de internautas e compartilhamento da postagem, o que também nos deixa estarrecidos pela falta de análise da situação que estava sendo divulgada. Isto nos leva a crer que vivemos épocas de compartilhamento das nossas idéias, da divulgação científica, mas, também, de um encontro com uma realidade perversa. A publicização de um estupro pela internet.
Nesse ponto, porém, temos um paradoxo, se a internet existe para o bem e para o mal, pelo menos foi através dela que se iniciou uma campanha pela punição dos estupradores e pela solidariedade com a menina, independente de suas qualidades (drogada, viciada, bonita,...)
E a solidariedade se transformou num ato de amos quando passou-se a compartilhar o cartaz com os seguintes dizeres "Não foram 30 contra 1, foram 30 contra todas. Exigimos justiça! Esse caso não pode ficar impune. Mulheres à luta!".
A culpabilização da vítima sendo questionada e cobrando da sociedade uma resposta. Que seja transformada essa cultura, não criemos a menina para se proteger, e sim os meninos para respeitar a mulher.
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