Meus queridos e queridas,
Após um intervalo devido a compromissos profissionais e outros motivos, fiquei afastada da escrita do meu blog.
Porém, a saudade era grande. Muita vontade de voltar a escrever sobre nosso cérebro e a leitura.
Esse afastamento serviu também para mergulhar na leitura de diversos livros teóricos, não somente porque em atendimento às exigências da pós em Neurociência Pedagógica, na AVM, mas para poder compartilhar com vocês essas informações de grande importância para quem atua na educação básica.
Quanta informação sobre as conexões neuronais, as partes do cérebro, o sistema límbico, a neuroanatomia e neurofisiologia...
Quero compartilhar todas essas informações aqui com vocês, acredito que elas melhorarão a educação de nossas crianças e jovens.
Meu blog é voltado para todos que se interessam pela causa da educação, sejam pais, professores, pesquisadores ou especialistas...
Muito contente em poder voltar aos meus escritos. Espero fomentar debates e buscas por mais conhecimentos.
Um brinde ao nosso retorno. Amo vocês!!!!!!
Crônicas dedicadas a observar o agora - memórias, universo feminino, tecnologia, afetos e inquietações - e canecas personalizadas para os amantes da arte literária.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Amanhã o projeto Escola Sem Partido volta a ser pauta na câmara e não podemos permitir que o PL seja aprovado trazendo seus inúmeros retrocessos. Vamos juntos! #EscolaSemCensurahttps://t.co/iwxGrYE7F0 pic.twitter.com/cwQqtRkD80
— ANPG (@anpg) 6 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Ainda sobre a consciência fonológica
Olá colegas,
Depois desse momento de polarização do processo eleitoral para presidente do nosso país, retomemos as nossas reflexões sobre um assunto muito caro ao povo brasileiro: a educação.
Conforme abordado anteriormente, a aprendizagem da leitura e escrita pelo som é mais efetiva do que pela imagem. Ou seja, o ensino dever ser centrado nos fonemas.Sendo assim, faz-se necessário ajudar a criança a identificar os sons que compõem uma palavra.
Para tanto, temos diversos jogos fonológicos e brinquedos cantados com a finalidade de trabalhar essa consciência fonológica. Seguem abaixo dois textos com algumas sugestões:
brincadeiras de roda, jogos de palavras com rimas iniciais, no meio e finais: - "Os jogos de consciência fonológica e suas contribuições para a alfabetização"
Disponível em: < http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/56183.pdf>; e
- Livro Dinâmicas, brincadeiras e jogos educativos, de José Ricardo da Silva Ramos, págs. 96 a 114.
Pedro no Parque de Diversões -
Estimulando a Consciência Fonológica
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Consciência Fonológica
Conforme o que temos assinalado, atualmente a neurociência contribui com o trabalho do professor ao mostrar como funciona o nosso cérebro. Para tanto, atualizou a importância do consciência fonológica para a aprendizagem da língua escrita.
A fonologia fornecerá o meio efetivo de trabalhar a relação som/grafema. Esse reconhecimento se divide em 4 fases: pré-alfabética (desenho da letra, cor, forma), parcialmente alfabética (começa a fazer relação som-letra, mas ainda busca uma regularidade na imagem para decodificar, tendo dificuldade em ler palavras desconhecidas, porque ainda junta o visual e o fonema), alfabética plena (leitura mais precisa, capacidade de ler qualquer palavra, recodificando as letras em sons) e alfabética consolidada (padrões de sons e ortografia são armazenados na memória).
Nas atividades de alfabetização deverão ser pesquisados textos que possam despertar a atenção aos sons das palavras. Poderão ser utilizados textos com rimas, músicas folclóricas, provérbios, rimas, aliteração, assonância, onomatopeia.
Nas atividades de alfabetização deverão ser pesquisados textos que possam despertar a atenção aos sons das palavras. Poderão ser utilizados textos com rimas, músicas folclóricas, provérbios, rimas, aliteração, assonância, onomatopeia.
Observe esses exemplos de exercícios:
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
15 de outubro - Dia do Professor
Mãos Dadas
(Carlos Drummond de Andrade)
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Eu dedico esse poema aos professores no seu dia especial de comemoração. Nosso momento político está atravessando uma fase de polarização, com as pessoas não se preocupando com propostas, mas em ser anti alguma coisa. E nós professores, no meio dessa discussão, reflitamos sobre como aproveitar a oportunidade para aprofundar conhecimentos históricos nas atividades de aprendizagem da sala de aula.
Assim como o poema de Drummond, eu desejo aos nossos colegas que sigamos unidos, enfrentando os problemas do nosso tempo presente, da vida presente, não nos fragmentando, mais unidos num só corpo de solidariedade, de mãos dadas.
O tempo presente é nossa matéria, nosso objeto de estudo.
Parabéns Professor
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Compreensão do erro na escrita do estudante
A escrita do aluno, mesmo que sinalize algum tipo de erro, permite que o professor compreenda a lógica do seu pensamento sobre a escrita. Para tanto, é preciso reconhecer quais os seus conhecimentos sobre a escrita, os sinais utilizados, o espaço do caderno, a direção da esquerda para a direita, o uso da letra ora maiúscula ora minúscula. São conhecimentos relevantes que organizam a língua escrita.
A aquisição da escrita é um processo complexo, envolvendo problemas de fala, quais sejam, problemas neurológicos, funcionais, motricidade orofacial, respiratórios... Além do contato com a cultura letrada, do ambiente familiar, na comunidade e na escola.
Por isso, nós devemos analisar qual tipo de erro é mais recorrente a fim de diagnosticar o bloqueio ou obstáculo, não somente tratar como questão de erros e acertos.
Texto baseado no livro:
A aprendizagem na educação de crianças e adolescentes, de Luiza Elena Leite Ribeiro do Valle (organizadora), editora Wak.
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terça-feira, 2 de outubro de 2018
Avaliação escolar da aprendizagem da língua escrita
Muitas vezes a avaliação escolar leva em conta somente os aspectos objetivos da escrita do aluno demonstrados nas provas, sem realizar antecipadamente um diagnóstico do meio ambiente onde vive o aluno.
Se o aprendiz está inserido numa família que domina pouco a linguagem escrita, onde a experiência verbal é de baixa frequência, com um repertório limitado de palavras, essa experiência vai aparecer na escola.
Daí a importância de um trabalho de sondagem/diagnóstico e multidisciplinar entre equipe pedagógica, psicopedagógica e os professores. A organização cerebral para aprender e fazer as conexões neurais precisa de estímulo e acompanhamento para explorar todo sua potencialidade.
A escola transmite modelos sociais que
são diferentes para cada grupo social a que o indivíduo pertence. Os educandos
possuem a sua visão de mundo, o seu saber de acordo com o conhecimento
elaborado pela interação com o seu grupo. Entretanto, os mesmos são retirados do
seu contexto social, do seu cotidiano, para serem inseridos num ambiente
cultural abstrato e num espaço que se pretende neutro que é a instituição
escolar.
Diversos grupos agem sobre o processo
educativo e influenciam seus resultados. O sistema escolar sempre sofreu as
marcas originárias dos diferentes grupos, quais sejam, os gestores
(coordenadores, diretores, supervisores, orientadores), o governo, os
políticos, os discursos institucionais dos diferentes níveis de hierarquia, os
discursos dos usuários.
Freire (2014, p.
25) assinala que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua produção. A relação professor e aluno não é uma
relação de sujeito-objeto, os dois são sujeitos nesse processo de
ensino-aprendizagem, “(...). Quem ensina
aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. (...)”.
O autor compreende o homem e a mulher
como seres históricos e inacabados, e foram aprendendo que socialmente, na
prática, era possível ensinar. Assim, o aprender precederia o ato de ensinar, quanto
mais se exercesse a capacidade de aprender, mas se desenvolveria a curiosidade
de saber, de conhecer.
Charlot (2012) assevera que a educação é
um direito antropológico. O nascimento possibilita a cada indivíduo o direito
de ser educado, permitindo a entrada num processo de humanização, de
socialização, de singularização. O autor assinala que é o ingresso numa
cultura.
De acordo com Charlot, a educação
consiste em ajudar alguém para que se torne um ser humano singular, pertencente
a uma sociedade, a uma comunidade, a um grupo humano e a uma cultura. Para o
autor, a emancipação consiste em ajudar alguém a superar os obstáculos encontrados
nesse processo.
Sua reflexão sobre a educação
emancipatória é que a prática educativa deve levar em consideração a “equação
pedagógica” de que “aprender = atividade intelectual + sentido + prazer”,
significa que os alunos estudem para entender o mundo, a vida, para crescer,
para se sentir inteligentes. Em seguida, Charlot fala sobre a dicotomia
professor de informação x professor de saber. O primeiro, transmite informação
que o estudante pode encontrar no Google; mas, o segundo, precisa avaliar a
informação, relacioná-la com outra e utilizá-la, a fim de resolver problemas ou
responder questões.
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