terça-feira, 6 de novembro de 2018

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Ainda sobre a consciência fonológica

Olá colegas,

Depois desse momento de polarização do processo eleitoral para presidente do nosso país, retomemos as nossas reflexões sobre um assunto muito caro ao povo brasileiro: a educação.

Conforme abordado anteriormente, a aprendizagem da leitura e escrita pelo som é mais efetiva do que pela imagem. Ou seja, o ensino dever ser centrado nos fonemas.Sendo assim, faz-se necessário ajudar a criança a identificar os sons que compõem uma palavra. 

Para tanto, temos diversos jogos fonológicos e brinquedos cantados com a finalidade de trabalhar essa consciência fonológica. Seguem abaixo dois textos com algumas sugestões:

brincadeiras de roda, jogos de palavras com rimas iniciais, no meio e finais: - "Os jogos de consciência fonológica e suas contribuições para a alfabetização"
Disponível em: < http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/56183.pdf>; e

- Livro Dinâmicas, brincadeiras e jogos educativos, de José Ricardo da Silva Ramos, págs. 96 a 114.

               

                                             Pedro no Parque de Diversões - 

                                        Estimulando a Consciência Fonológica


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sexta-feira, 19 de outubro de 2018



Consciência Fonológica

Conforme o que temos assinalado, atualmente a neurociência contribui com o trabalho do professor ao mostrar como funciona o nosso cérebro. Para tanto, atualizou a importância do consciência fonológica para a aprendizagem da língua escrita.

A fonologia fornecerá o meio efetivo de trabalhar a relação som/grafema. Esse reconhecimento se divide em 4 fases: pré-alfabética (desenho da letra, cor, forma), parcialmente alfabética (começa a fazer relação som-letra, mas ainda busca uma regularidade na imagem para decodificar, tendo dificuldade em ler palavras desconhecidas, porque ainda junta o visual e o fonema), alfabética plena (leitura mais precisa, capacidade de ler qualquer palavra, recodificando as letras em sons) e alfabética consolidada (padrões de sons e ortografia são armazenados na memória). 

Nas atividades de alfabetização deverão ser pesquisados textos que possam despertar a atenção aos sons das palavras. Poderão ser utilizados textos com rimas, músicas folclóricas, provérbios, rimas, aliteração, assonância, onomatopeia.

Observe esses exemplos de exercícios:
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

15 de outubro - Dia do Professor


Mãos Dadas 

(Carlos Drummond de Andrade)
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Eu dedico esse poema aos professores no seu dia especial de comemoração. Nosso momento político está atravessando uma fase de polarização, com as pessoas não se preocupando com propostas, mas em ser anti alguma coisa. E nós professores, no meio dessa discussão, reflitamos sobre como aproveitar a oportunidade para aprofundar conhecimentos históricos nas atividades de aprendizagem da sala de aula.

Assim como o poema de Drummond, eu desejo aos nossos colegas que sigamos unidos, enfrentando os problemas do nosso tempo presente, da vida presente, não nos fragmentando, mais unidos num só  corpo de solidariedade, de mãos dadas.

O tempo presente é nossa matéria, nosso objeto de estudo.

Parabéns Professor

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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Compreensão do erro na escrita do estudante





A escrita do aluno, mesmo que sinalize algum tipo de erro, permite que o professor compreenda a lógica do seu pensamento sobre a escrita. Para tanto, é preciso reconhecer quais os seus conhecimentos sobre a escrita, os sinais utilizados, o espaço do caderno, a direção da esquerda para a direita, o uso da letra ora maiúscula ora minúscula. São conhecimentos relevantes que organizam a língua escrita.

A aquisição da escrita é um processo complexo, envolvendo problemas de fala, quais sejam, problemas neurológicos, funcionais, motricidade orofacial, respiratórios... Além do contato com a cultura letrada, do ambiente familiar, na comunidade e na escola.

Por isso, nós devemos analisar qual tipo de erro é mais recorrente a fim de diagnosticar o bloqueio ou obstáculo, não somente tratar como questão de erros e acertos.

Texto baseado no livro:

A aprendizagem na educação de crianças e adolescentes, de Luiza Elena Leite Ribeiro do Valle (organizadora), editora Wak.

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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Avaliação escolar da aprendizagem da língua escrita


Muitas vezes a avaliação escolar leva em conta somente os aspectos objetivos da escrita do aluno demonstrados nas provas, sem realizar antecipadamente um diagnóstico do meio ambiente onde vive o aluno.

Se o aprendiz está inserido numa família que domina pouco a linguagem escrita, onde a experiência verbal é de baixa frequência, com um repertório limitado de palavras, essa experiência vai aparecer na escola. 

Daí a importância de um trabalho de sondagem/diagnóstico e multidisciplinar entre equipe pedagógica, psicopedagógica e os professores. A organização cerebral para aprender e fazer as conexões neurais precisa de estímulo e acompanhamento para explorar todo sua potencialidade.


A escola transmite modelos sociais que são diferentes para cada grupo social a que o indivíduo pertence. Os educandos possuem a sua visão de mundo, o seu saber de acordo com o conhecimento elaborado pela interação com o seu grupo. Entretanto, os mesmos são retirados do seu contexto social, do seu cotidiano, para serem inseridos num ambiente cultural abstrato e num espaço que se pretende neutro que é a instituição escolar.
Diversos grupos agem sobre o processo educativo e influenciam seus resultados. O sistema escolar sempre sofreu as marcas originárias dos diferentes grupos, quais sejam, os gestores (coordenadores, diretores, supervisores, orientadores), o governo, os políticos, os discursos institucionais dos diferentes níveis de hierarquia, os discursos dos usuários.
Freire (2014, p. 25) assinala que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção. A relação professor e aluno não é uma relação de sujeito-objeto, os dois são sujeitos nesse processo de ensino-aprendizagem, “(...). Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. (...)”.

       O autor compreende o homem e a mulher como seres históricos e inacabados, e foram aprendendo que socialmente, na prática, era possível ensinar. Assim, o aprender precederia o ato de ensinar, quanto mais se exercesse a capacidade de aprender, mas se desenvolveria a curiosidade de saber, de conhecer.
       Charlot (2012) assevera que a educação é um direito antropológico. O nascimento possibilita a cada indivíduo o direito de ser educado, permitindo a entrada num processo de humanização, de socialização, de singularização. O autor assinala que é o ingresso numa cultura.
       De acordo com Charlot, a educação consiste em ajudar alguém para que se torne um ser humano singular, pertencente a uma sociedade, a uma comunidade, a um grupo humano e a uma cultura. Para o autor, a emancipação consiste em ajudar alguém a superar os obstáculos encontrados nesse processo.
       Sua reflexão sobre a educação emancipatória é que a prática educativa deve levar em consideração a “equação pedagógica” de que “aprender = atividade intelectual + sentido + prazer”, significa que os alunos estudem para entender o mundo, a vida, para crescer, para se sentir inteligentes. Em seguida, Charlot fala sobre a dicotomia professor de informação x professor de saber. O primeiro, transmite informação que o estudante pode encontrar no Google; mas, o segundo, precisa avaliar a informação, relacioná-la com outra e utilizá-la, a fim de resolver problemas ou responder questões. 

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A criança e a aprendizagem da língua escrita


Olá colegas!

Conforme a última postagem, aprender a ler e a escrever não é uma coisa simples. Temos as áreas de Broca e Wernicke envolvidas e suas conexões. Por isso minha proposta para o ensino e avaliação dessa habilidade é a criação de um ambiente que estimule essas áreas do cérebro para o domínio da língua escrita.

No caso do ambiente escolar, pesquisar textos, exercícios, filmes, brincadeiras, jogos que irão despertar o gosto pela leitura e escrita. Tal atividade poderá sr dividida também como tarefa de casa, envolvendo a família no processo de aprendizagem.

As pesquisas realizadas na área de leitura assinalam a importância de percepção da correspondência entre grafema/fonema. Para fazer uma trabalho adequado, as turmas não devem ser grandes para que o professor tenha possibilidade de acompanhar o desenvolvimento do seu aluno. Identificando alguma dificuldade, o correto seria ter uma avaliação multidisciplinar e encaminhar a criança para tratamento, caso seja diagnosticado algum problema neurológico ou emocional.

Para tanto, é necessário ter bons profissionais, que seja realizado um bom diagnóstico, e que não se medicalize qualquer tipo de problema sem a avaliação de um bom médico. Sabemos que, atualmente, todo tipo de comportamento diferente leva a medicalização da criança. Devemos ter cuidado e parcimônia nesse tipo de conduta.

Consulte os nossos vídeos, textos e filmes indicados na coluna do lado direito do nosso blog.

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Migrações

                 Episódio 6 - Possibilidades