A literatura na escola e o cérebro emocional.
A importância das conexões neurais para a aprendizagem está
no modo como as informações podem ser armazenadas no hipocampo e trazidas à
tona quando solicitadas. Quando um estímulo importante é captado pelos sentidos
e atinge regiões cortinais específicas, elas serão direcionadas, interpretadas,
elaboradas, e consolidadas na memória permanente.
Quanto mais associarmos estímulos dos vários sentidos, mais facilidade teremos em armazenar informações e resgatá-las quando necessário.
A formação hipocampal tem como finalidade a consolidação da memória breve em memória definitiva, recebe conexões de todo o neocórtex, que são mapeadas em sinapses, como, por exemplo, se uma área de cor sinaliza "cinza", outra área "grande" e outra área sinalizar "tem uma tromba", o neurônio do hipocampo para o qual os três neurônios se direcionam pode sinalizar que é um elefante.
Sendo assim, neurônios do hipocampo
sinalizam de volta ao neocórtex , ativando as mesmas áreas sensoriais que
enviaram os sinais originais, fazendo com que uma representação mental do
elefante seja formada.
O uso adequado da literatura na escola pode ampliar essa rede de conexões sinápticas, facilitando a memória. O texto provoca no leitor a sensação de uma atividade lúdica de construção e reconstrução de sentido. Porque cria um vínculo entre o leitor e o texto, possibilitando a interação de várias experiências. O leitor passa a ser além de decifrador de grafemas, um leitor de mundo, como já dizia Paulo Freire.
Para tanto, é preciso exercitar esse cérebro emocional, pensar criticamente com a emoção por meio de vários sentidos. Não é o "Penso, logo existo.", de Descartes, mas, "Penso, porque sinto". Fazer uso do texto como parte da vida social de uma sociedade letrada.
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