Sobre o cérebro emocional

Cosenza e Guerra¹ ressaltam que as emoções atuariam como um sinalizador interno de que algo importante estaria ocorrendo. Esse mecanismo permitiria reconhecer as emoções uns dos outros e comunicar situações e decisões aos indivíduos ao nosso redor.

O termo lobo límbico foi utilizado por Pierre Paul Broca, neurologista francês do século XIX. O termo é de origem latina e significa margem, borda.Ele conecta várias áreas de memória com áreas comportamentais, áreas de sensações emotivas com áreas de reações emotivas.

Por meio dessa conexão, todo nosso corpo reage aos estímulos emocionais de uma forma consciente ou inconsciente. Por isso conhecer nosso cérebro emocional é uma forma de saber lidar com nossas reações, o autoconhecimento nos ensina a conviver com a complexidade da vida.

Cosenza e Guerra (2011) reiteram que as emoções precisam ser consideradas nos processos educacionais. O ambiente escolar deve ser organizado de forma a mobilizar emoções positivas (entusiasmo, curiosidade, envolvimento, desafio), enquanto as negativas (ansiedade, apatia, medo, frustração) devem ser evitadas.

Partindo da premissa de que a literatura auxilia na reconstrução da memória episódica, a partir da leitura de histórias que irão ativar algo que está armazenado em nosso sistema límbico, buscar conhecer o emocional do nosso aluno torna-se primordial para o trabalho do professor.

Sobretudo utilizando uma linguagem familiar à cultura da comunidade na qual a escola está inserida. Pois quando o estudante consegue assimilar inicialmente a história, no decorrer da aula, ele poderá acomodar informações e aumentar seu vocabulário bem como os dados da memória. 


1- COSENZA, Ramon M.; GUERRA, Leonor B. Neurociência e Educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: ArtMed, 2011.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 15 minutos na tela

A cartografia do corpo

Rosa ou rosa choque, eis a questão!