O lugar de pertença da literatura infantil e juvenil na escola
Historicamente, a literatura infantil e juvenil é um gênero situado em dois sistemas: didático e literário. Entretanto, pata se formar um bom leitor, temos que esquecer o objetivo de passar um ensinamento, e incorporar o universo afeito e emocional. Nesses campos, aparecerão temas como conflitos, finitude, diversidade, diversas vozes presentes nas entrelinhas do texto.
Conforme Ligia Cademartori¹, Lewis Carrol foi um inovador quando escreveu seu conto infantil de Alice no país das maravilhas. Dissolvendo a ordem estabelecida, quando Alice cai no poço, é proposto o inabitual, o inusitado, o absurdo. A obra abala o sentido de saber, há uma riqueza de sentido na desordem instaurada a ser descoberta.
A escola tem um papel importante na formação do leitor, ao levar um saber através de um bom texto, uma boa narrativa, sem focar apenas no seu caráter didático.
O conto é um gênero literário que propicia o entrecruzamento de várias vozes em sua narrativa. Como exemplo, podemos trabalhar o conto de fadas, por abordar questões do desenvolvimento psíquico-emocional do ser humano, sobretudo os clássicos, que permanecem até hoje por tocar o sentimento humano de qualquer época.
Segundo Mendes², psicólogos, pedagogos, professores e outros agentes educativos reconhecem que o contato com o livro é relevante para o desenvolvimento cognitivo, psicológico, socioafetivo e emocional do ser em crescimento. A leitura além de alimentar o intelecto, favorece a apreensão das estruturas narrativas e das convenções literárias, estimulando o desenvolvimento da sensibilidade artística.
Então, colegas professores vamos focalizar essa característica do texto literário no espaço das suas aulas.
O que acham?
1- CADEMARTORI, Ligia. O
que é literatura infantil? Sõa Paulo: Ed. Brasiliense, 2010.
2- MENDES,
Teresa; VELOSA, Marta. Literatura para a
infância no Jardim de Infância: contributos para o desenvolvimento da
criança na idade pré-escolar. Pro-Posições, v.27, n. 2, Campinas, Maio./Agosto, 2016.
Disponível
em: <http://www.scielo.br/pdf/pp/v27n2/1980-6248-pp-27-02-00115.pdf>
Acesso em 16/05/2019.
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