quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Memória e o fogo no Museu Nacional do Rio de Janeiro, Quinta da Boa Vista😢



Olá, pessoal!

Essa semana é impossível não escrever sobre o incêndio que atingiu o Museu Nacional, no domingo, dia 02 de setembro, localizado em São Cristóvão, zona norte do Rio.

Acredito que, para muitas pessoas da minha geração, ir visitar o museu num passeio da escola primária, hoje ensino fundamental I, era uma atividade normal no calendário escolar e um momento de aprendizagem prática e lúdica de muitas informações que aprendíamos nas salas de aula. Quem não se lembra desse passeio? Ainda mais quando era com a família, podendo passar o dia todo nesse lugar, ir ao jardim zoológico, deitar no gramado, contemplar a paisagem...

Enfim, poderíamos dizer que essa visita ao Museu se tornava especial, inesquecível e assim passava de geração em geração ir conhecer esse museu.

Mas, qual a importância dessa atividade? Era conhecer um pouco do nosso país, da ciência, penetrar num mundo de informações da humanidade. Sairmos da "caixinha", aprender o que aconteceu no passado, como somos resultados dessa história. Para chegarmos até aqui, houve pessoas que construíram esse percurso, essa estrada. Nesse lugar, poderíamos analisar a arte de vários povos, a arquitetura, os tipos de animais, o resultado do trabalho de vários pesquisadores.

Antropólogos, biólogos, historiadores, paleontólogos, todas essas pessoas buscando resquício do passado para reconstruir a trajetória da evolução do homem, da mudança do nosso planeta... Sim, mesmo quem não visitou, mas esse museu está na memória coletiva do nosso povo.

 E, quando ocorre esse incêndio, é a nossa história enquanto povo, enquanto nação, que se transforma em cinzas. Não somos seres isolados, nesse momento é o sentimento de coletividade que está em jogo. Não importa quem visitou ou não o museu, a memória coletiva que passa de geração para geração atualiza esse passado reconstruído. Por meio da troca e do discurso nos grupos sociais, choramos todos pelo que representa essa perda do nosso registro do passado.

sábado, 25 de agosto de 2018

Tudo passa pela emoção

Pelo que temos visto até aqui sobre o cérebro, percebemos a importância da emoção na aprendizagem no sentido de memorizar algo. Não, não é a simples memorização,é a retenção dos conhecimentos que achamos relevantes.

E, para tanto, tem que tocar nosso interesse, chamar nossa atenção... Sensibilidade é a palavra-chave no processo de ensino-aprendizagem.

Lendo o livro de Maria Teresa Esteban, "O que sabe quem erra", selecionei um tema que vou trazer para a nossa reflexão: mais importante do que classificar os erros e acertos dos alunos, faz-se necessário compreender  a avaliação do processo de aprendizagem que permite diferentes caminhos, atalhos e desvios para construir o conhecimento, os quais podem levar a novos rumos de acordo com os fluxos de pensamentos, sentimentos e as conexões realizadas.

Pensemos nisso.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O cérebro e suas relações
Fatores para maximizar o cérebro:

- Atividade física
- Aprendizados novos (descobertas ativam curiosidade, desafio e imaginação)
- Complexidade coerente (ambiente tranquilo, alegre, sem caos, tédios e conflitos)
- Níveis de estresse sob controle (escola com excesso de barulho, iluminação fraca, por exemplo)
- Suporte social (o convívio com outras pessoas)
- Boa alimentação
- Disponibilidade de tempo.

O professor

Deve questionar: qual a melhor forma de apresentar isso aos alunos, de modo que eles reconheçam como significante.
- Terá mais chance de ser significante aquilo que tenha ligações com o que já é conhecido.
- É bom que os alunos assumam um papel ativo, que não sejam meros expectadores.
- Outra questão é a manutenção por um tempo prolongado da atenção, a tendência é que o foco seja desviado. Portanto, exposições muito extensas dificilmente serão capazes de manter a atenção.

O adolescente

- O papel dos pais é o da mediação. Gerenciar os riscos, manter envolvimento na vida deles.
- A tendência natural do cérebro adolescente é explorar, arriscar-se e socializar.
- Os pais devem oferecer alternativas mais seguras para que seus filhos possam se arriscar de maneira
mais segura: esportes, acampamento, trilha, uso de capacetes, equipamento de segurança para andar de skate.
- O adolescente deve ser orientado neste período com foco, amor e envolvimento.

A criança


- Hoje se fala muito em hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, mas depressão e ansiedade atingem um número até três vezes maior de crianças, com sintomas muito mais complicados. 
- A criança muitas vezes está agitada na sala porque o pai vai buscá-la no fim da aula e fica desatenta. - Ela não é hiperativa, tem um quadro de ansiedade. 
- Um bom terapeuta tem que saber identificar isso - exemplifica Fábio Barbirato, que explica aos pais sobre desenvolvimento normal, o que esperar de uma criança de 5 anos à luz da neurociência.
- Se os pais esperam que a criança arrume o quarto e faça letra cursiva com certa idade, estão errados. - Ela não tem capacidade neurocientífica pra isso.
- Uma região do cérebro precisa estar desenvolvida pra isso e ainda não está. Ao fazer isso, os pais podem desencadear um estresse no hipocampo e um quadro de ansiedade.

Leia:https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/neurocienciada-respaldo-as-psicoterapias-usadas-para-solucao-rapida-de-transtornos

A atenção

- O cérebro está permanentemente preparado para aprender os estímulos significantes e aprender as
lições que possam decorrer.
- Porém, só está disposto a fazê-lo para aquilo que reconheça como significante.
- Para tanto, no caso da escola, a maneira de capturar a atenção é apresentar o conteúdo a ser estudado de maneira que se reconheça como importante.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resenha palestra do professor 


Alexandre Rezende (PUC-Campinas)



De acordo com o professor Alexandre Rezende, apesar da necessidade constante nesse século de se pensar como funciona o cérebro na aprendizagem do aluno, desde das décadas de 70 e 80, já se pensava em trazer para a sala de aula essa temática. A neurociência como uma forma de melhorar o rendimento dos estudantes. 

Questionando sobre se o aluno sabe estudar, o professor abordou que, inserida na grande área da Neuroeducação, três ramos fariam parte desse processo, quais sejam: a neurociência, a psicologia e a pedagogia.

Ele acrescentou outro ramo nesse processo, a Educação Física. O palestrante asseverou que exercícios físicos (caminhar, correr, mexer o corpo) melhora a capacidade cognitiva. Outro fator importante, segundo ele, é a Nutrição, principalmente por causa da glicose, pois algumas dietas estimulariam a neuroplasticidade/organização dos neurônios.

O sistema límbico – controla as emoções e as funçoes do aprendizado e da memória

A amígdala são grupos de neurônios com a aparência de uma ameixa participantes dos dois hemisférios. É importante centro regulador do comportamento sexual e da agressividade.

O hipocampo: memória de curto prazo, não é consolidado.

O lobo frontal: importante para a memória de trabalho.

A emoção mobiliza a atenção e a percepção. É um sinalizador interno de que algo importante está acontecendo. 

O fenômeno emocional tem raízes biológicas e foi mantido na evolução exatamente por seu valor para a sobrevivência das espécies e dos indivíduos. 

Um fator importante a ser considerado é que o córtex pré-frontal é lento em seu desenvolvimento e até a adolescência não está maduro, inclusive na sua capacidade de inibir impulsos. 

As emoções controlam os processos motivacionais, no momento que experimentamos uma carga emocional, ficamos mais vigilantes e que nossa atenção está voltada para os detalhes considerados importantes. 

Contudo, é preciso lembrar que as emoções podem ser prejudiciais por outro lado, pois a ansiedade e estresse os hormônios glicocorticoides secretados pela suprarrenal atuam nos neurônios do hipocampo, chegando a destruí-los. 

Portanto, o ambiente escolar precisa ser planejando de forma a mobilizar as emoções positivas: estimulante, alegre, relaxamento e que minimize a ansiedade.

Projeto “Apoio Psicopedagógico”

Psicopedagoga: Sônia Chaves Costa

Tema:
Dificuldades de aprendizagem: quais são as causas?

Título:
Apoio psicopedagógico e mediação escolar: uma solução para o fracasso escolar.

Problema: Pode o aluno não ser diagnosticado com problemas neurológicos, mas no cotidiano da sala de aula não conseguir acompanhar os conteúdos apresentados pelo professor, resultando num processo de fracasso escolar?

Justificativa: Definindo-se como um campo complexo, a escola é um espaço de aprendizagem da educação formal. O apoio psicopedagógico irá atuar como uma ponte que permite um trabalho multidisciplinar de toda a equipe envolvida na educação e seus problemas de aprendizagem, incluindo fonoaudiólogo, médico, psicólogo, professores, a família, a fim de possibilitar a superação dos obstáculos que contribuem para a dificuldade de aprendizagem.

Objetivo geral: Este trabalho tem o objetivo de trazer à consideração a característica de mediador do psicopedagogo para tratar da aprendizagem.

Objetivos Específicos:
* Descrever as características observadas do aluno que apresenta a dificuldade de aprendizagem.
* Analisar as queixas e dificuldades observadas
* Diagnosticar possíveis causas da dificuldade de aprendizagem, incluindo as características oriundas de diversos setores, pertença ao grupo social e representações sociais do ambiente do aluno: escolar, familiar e comunidade externa.
Hipótese: Os saberes socialmente construídos pelos alunos na sua vida cotidiana influenciarão a aprendizagem mais significativa dos conteúdos apresentados  nas instituições de ensino.

Delimitação: Apoio psicopedagógico aos alunos das escolas das redes privada e pública do Méier e adjacências.
Procedimento Metodológico: A metodologia será orientada pela anamnese. Busca-se analisar o motivo da consulta, a constituição da família, a relação pessoal do aluno com os seus familiares e amigos, sua rotina, o histórico do seu comportamento em diversos ambientes bem como a abordagem do conteúdo ensinado na escola, em seus aspectos formais e a recepção pelos alunos tanto no sentido do valor para a sua aprendizagem como para a relação com a comunidade na qual está inserido.

Recursos: atendimento em consultório, com material próprio e tempo de duração da consulta 30 minutos.

Para análise, serão utilizados como apoio os livros de alguns teóricos sobre o assunto, dentre outros, tais como:
1- O mal-estar na escola, de José Outeiral.
2- Neurociência e Educação, de Ramon M. Cosenza e Leonor B. Guerra
3- Atenção e hiperatividade: o que é e como ajudar, de Luís Augusto P. Rhode e Edyleine B. P. Benczik.
4- Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar, de Maria Lúcia L. Weiss
5- Problemas de aprendizagem, de Elisabete da Assunção José e Maria Teresa Coelho.
6- A aprendizagem na educação de crianças e adolescentes, de Luiza Elena Leite Ribeiro do Valle.
7- Inteligência Emocional, de Daniel Goleman.
8- Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências, de Celso Antunes
9- Avaliação Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
10- Avaliação Psicopedagógica da criança de 7 a 11 anos, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
11- Avaliação Psicopedagógica do adolescente, de Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa.
12- Desenvolvimento Psicológico e Educação, de César Coll, Jesús Palacios e Alvaro Marchesi.
13- Leitura, Escrita e Dislexia: uma análise cognitiva, de Andrew W. Ellis.




Migrações

                 Episódio 6 - Possibilidades